INFORMATIVO MENSAL DA GROWUP CIÊNCIA EM GESTÃO
30.01.2009 – Ano VII – Nº76

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   Quem é a geração Y
   Planejamento 2009 com metodologia
   Perfil de Sucesso: Werner Dietschi
   La Fioravanso: as vésperas da inauguração de sua nova sede, em Porto Alegre
   Growup Fazendo & Acontecendo
 

Quem é a geração Y

Estudo de Pilar García, Guido Stein e José Ramón, especialistas do IESE, explica que o que motiva os profissionais nascidos nos anos 80 e 90 e o que eles podem dar as empresas, a partir da análise do contexto em que cresceram e das mudanças sociopolíticas por que passaram

Pela primeira vez na história do mercado de trabalho, as organizações estão acolhendo pessoas cujas idades cobrem um espectro de mais de 40 anos. Essa tendência vai aumentar na próxima década, devido ao necessário prolongamento dos anos de trabalho motivado pela escassez de profissionais. Na União Européia, por exemplo, a porcentagem de pessoas entre 65 e 90 anos saltará dos 16% da população total registrados em 2000 para 21% em 2020, enquanto aquelas entre 15 e 24 anos representarão apenas 11%. Diante disso, vários países europeus decidiram começar a regulamentar a permanência de trabalhadores além das idades “clássicas” de aposentadoria e a integrar outros grupos tradicionalmente marginais, como mulheres e imigrantes.

Trata-se de um contexto em que a gestão da diversidade passa a falar mais alto, não por razões humanistas, mas por ser um imperativo dos negócios. Fora da União Européia, mesmo em países mais jovens e em economias emergentes, também deparamos com a diversidade. Mas ela tem outra característica: a convivência forçada, porque necessária, de diferentes gerações de funcionários.

Para administrar bem tal convivência, é imprescindível conhecer suas motivações e seus valores, especialmente os dos recém-chegados, ou seja, o grupo que poderíamos denominar recém-formados em sentido amplo: a geração Y, nascida nos anos 80. Só compreendendo o contexto em que seus membros cresceram as tendências culturais às quais estiveram expostos e as mudanças políticas e sociais por que passaram ser á possível compreender o que os motiva e o que são capazes de oferecer.

Quem é quem
A mera proximidade de idade não basta para considerar um grupo parte da mesma geração. É necessário identificar um conjunto de vivências históricas compartilhadas – obviamente, de caráter macros sociais – que determina alguns princípios de visão de vida, contexto e, certamente, valores comuns. Sob essa lógica, podemos afirmar que estamos em um momento em que quatro gerações trabalham e convivem nas empresas, cobrindo um espectro de mais de 40 anos, cada uma com aspirações e contratos psicológicos diferentes com o empregador (veja quadro na página seguinte).

Focalizaremos duas gerações em particular, a X e a Y, especialmente nos Estados Unidos e na Espanha, onde desenvolvemos a pesquisa.

Geração X
Os integrantes da geração X são as pessoas nascidas entre meados dos anos 60 e início dos 80. Essa geração viveu momentos importantes na política: a Guerra Fria, o ataque dos Estados Unidos à Líbia, a Perestróica precipitando a queda do Muro de Berlim. Foi a época dos últimos grandes estadistas, como Mikhail Gorbatchov, Ronald Reagan, Margareth Thatcher...

 

 SUGESTÃO DE LEITURA

FORA DE SERIE - OUTLIERS

Autor: Malcolm Gladwell
Editora: Sextante

Neste livro, o autor faz a pergunta – “O que torna grandes conquistadores pessoas diferentes?” Sua resposta é o lugar de onde eles vêm - sua cultura, sua família, sua geração e sua educação.

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As pessoas X não vêem o êxito da mesma forma que seus pais. Ao contrário, nutrem certo cinismo e desilusão em relação aos valores deles. São mais céticas, mais difíceis de atingir pelos meios de comunicação e marketing convencionais. É a geração da MTV, do Nirvana, das Tartarugas Ninjas e da junky food.
Do ponto de vista social, alguns acontecimentos marcaram essa geração, entre eles o aparecimento da AIDS, em 1981. Essa doença provocou um posicionamento ideológico de dimensões muito relevantes, provavelmente nunca associado a uma enfermidade, tendo assim grande influência na mudança de pautas de comportamento da geração seguinte.

Diante de tal panorama de incerteza e sensação de mudança, não é de estranhar que, ao ir ao cinema, esses jovens tenham assistido a Blade Runner (1982), um dos maiores expoentes do movimento cultural conhecido como cyber punk. A atual geração Y possivelmente desconhece que as origens ideológicas de alguns de seus ícones culturais, como Matrix, venha diretamente dessa visão apocalíptica e obscura, própria da evolução do movimento punk.

Compreendemos agora, em parte, a surpresa dos X quando, no início do século 21, ficaram privados de seu protagonismo como “a geração que viveu a grande mudança cultural”. Porque essa mudança, mesmo que pareça mentira, ficou antiga em menos de dez anos.

Os Y vêem a experiência dos X como “ruptura e evolução”, uma antiguidade a mais. Em certa medida, a geração Y roubou os sonhos da geração X e a destronou antes que esta tivesse tempo de reagir. E o fez em resposta, precisamente, ao que viu de seus irmãos mais velhos ou de seus pais, aos modelos que lhe foram propostos. De certa forma, pode ser que a falta de compreensão dos valores e motivações dessa geração provenha de uma espécie de animosidade por parte dos membros da geração X.

Em meados da década de 80, surgiu uma subcategoria da geração X, os yuppies (acrônimo do inglês young urban professionals, ou jovens profissionais urbanos). É um segmento caracterizado pelo alto poder aquisitivo e paixão pelo sucesso social, profissional e econômico. No final dos anos 80, o termo yuppie começou a incorporar conotações negativas, fruto do esgotamento de um modelo e estilo de vida que propunha certo “vale-tudo” para o êxito social e econômico.


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Os yuppies que levaram ao extremo sua filosofia são os dinkies (double income no kids yet, ou duas rendas, sem filhos ainda): casais que adiam a criação de uma família para se dedicar exclusivamente a suas carreiras, porque não se sentem capazes de educar os filhos ou simplesmente porque não gostam de crianças. Costumam ser profissionais de alto nível e suas motivações estão relacionadas com a manutenção de seu nível socioeconômico. Têm sido fortemente criticados pela atitude egoísta e hedonista, em que o consumismo prevalece sobre outros valores, como os familiares.

Geração Y
A nova geração abrange os nascidos nos anos 80 e 90. Os mais velhos estão aos 25; os mais jovens acabam de sair da adolescência. Trata-se de uma geração de filhos desejados e protegidos por uma sociedade preocupada com sua segurança. As crianças Y são alegres, seguras de si e cheias de energia. É a geração dos Power Rangers e da internet, da variedade, das tecnologias que mudam contínua e vertiginosamente.

A geração Y só conhece a democracia, e as histórias sobre a transição, na Espanha, da ditadura para o Estado atual [o que se aplica perfeitamente ao Brasil] começam a lhe soar como batalhas de seus pais. Não deixam de se surpreender com o fato de que a geração anterior tenha sobrevivido sob a tirania de poucas redes de televisão, sob controle governa mental estrito, e com telefones pregados na parede.

Possivelmente a velocidade das mudanças vividas pela geração Y, ao lado de importantes transformações sofridas por seus pais, introduziu um salto qualitativo que os Y ainda estão digerindo (e que deixa perdidos os X, seus pais e praticamente seus criadores). É indigesto para um X ouvir de um Y que recusou uma oferta de trabalho com alto salário porque esta não lhe permitiria desfrutar a vida pessoal.

Na geração Y não ocorreu uma ruptura social evidente; não houve Woodstock nem maio de 1968. Os Y são silenciosos e contundentes, parecem saber exatamente o que querem. Eles não reivindicam: executam a partir de suas decisões, dos blogs e dos SMS. Não polemizam nem pedem autorização: agem. Enquanto os X enfrentam o mundo profissional com relativo ceticismo, os Y adotam uma visão mais esperançosa. Seu alto nível de formação os torna mais decididos. Sua atitude diante da hierarquia é cortês, mas não de estrito respeito ou amor/ódio, como a das gerações anteriores.

A integração dos Y às empresas está sendo especialmente complicada. Suas expectativas são novas e eles se consideram “a geração excluída”. Chegaram ao mundo em clima de mudança, transformação e certo desassossego político. Quase sempre são filhos únicos ou têm poucos irmãos. Possivelmente suas mães trabalham e ainda não entenderam a importância (ou a possibilidade de) conciliar vida pessoal e profissional. Talvez acreditem serem super mulheres e seus modelos profissionais oscilem entre a abnegada e empreendedor a Melanie Griffith e a implacável e ambiciosa Sigourney Weaver, do filme Uma Secretária de Futuro.

Esses jovens, além de ver televisão, começaram a dar seus primeiros passos com os computadores de seus pais ou irmãos: a tecnologia nunca vai ser um problema para eles. Cerca de 91,6% dos que têm entre 16 e 24 anos são usuários da internet, porcentagem que cai para 63,4% no caso das pessoas entre 35 e 44 anos. Já se acostumaram ao bombardeio de imagens, à informação imediata e visual, à realidade em 3D. Não desenvolveram a paciência e a laboriosidade, e sim o “já” e o “agora”. Não aprenderam a desfrutar um livro, uma vez que podem obter a mesma informação em minutos, com um clique. É uma geração de resultados, não de processos. E do curto prazo: eles sabem, por experiência, que as coisas, as informações, as novidades morrem em pouco tempo  – até mesmo a ordem mundial, que parecia tão imutável. Alguns especialistas afirmam até que essa geração desenvolveu mais o hemisfério direito do cérebro. Parece que os estímulos da internet e dos videogames se dirigem a esse hemisfério, enquanto atividades como leitura exigem o uso do esquerdo.

Mesmo que essa interpretação esteja errada, fica claro que a geração Y responde a estímulos e motivações diferentes dos que moviam seus antecessores. Por exemplo, para eles, o futuro já não é uma ameaça insondável em mãos de megacorporações; ele simplesmente não existe. Essa visão apocalíptica se incorporou aos videogames e os jovens Y se sentem à vontade com ela.

Outra diferença importante: se as gerações anteriores se caracterizavam por receber as mensagens, as modas, a música de modo uniforme, a Y, ao contrário, destaca-se pela diversidade. Não que a geração Y não tenha nenhuma tribo ou subgrupo. Ela tem, sim. É a elite urbana, que, de alguma forma, cristaliza seus valores e estilos de vida: são os CBP (cosmopolitan business people, ou pessoas de negócios cosmopolitas). A globalização está criando um coletivo social transversal, situado em todo o mundo (ou quase todo), com traços homogêneos, independentemente da origem cultural, racial ou geográfica.

Características comuns diferenciam essa tribo de outros coletivos. Entre as mais significativas estão:

  • Costumam conhecer vários idiomas. Concretamente, seu inglês é fluente, mesmo não sendo sua língua materna.
  • Seu nível de educação é alto. Têm pós-graduação (MBA ou mestrado) ou especialização em alguma instituição de ensino superior de prestígio.
  • De idade mediana, poderiam se manter CBP a vida toda, apesar de ser possível que até os 50 anos variem suas metas e objetivos vitais.
  • São solteiros ou casados com poucos filhos. Às vezes o casal também é um CBP. Suas famílias tendem à instabilidade.
  • A rede de amizades e conhecidos está distribuída por todo o mundo ou em região ampla. Raça, nacionalidade e religião são secundárias. Os laços profissionais ou de gostos pessoais é que contam.
  • No mercado de trabalho, possuem experiências multinacionais, facilitadas pela educação e pelo nomadismo profissional. Suas raízes geográficas são fracas e não limitam sua mobilidade.
  • Têm gostos variados, em que sobressaem os esportes, as artes, a leitura e, sobretudo, as viagens.
  • O manejo das novas tecnologias é inerente a seu cotidiano – tanto profissional como pessoal.
  • Buscam carreiras brilhantes, altos salários e adoram os headhunters e as multinacionais.

Motivações e valores
É bom lembrar que os conceitos de motivação e valores pertencem à geração X e mesmo à anterior, ou seja, foram concebidos por gerações que trocaram uma concepção mecanicista do trabalho por uma mais aberta, na qual o trabalho não é só uma forma de sobreviver economicamente, mas fonte de satisfação e desenvolvimento pessoal. É possível, portanto, que esses termos não se apliquem à geração Y.

Para ler o estudo completo acesse o site da revista HSM Management
www.hsm.com.br

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Planejamento Estratégico com metodologia

Planejar significa preparar-se para o futuro, estabelecendo uma direção a ser seguida. Para realizá-lo bem, é necessário ter uma visão estratégica de como os processos da organização devem ser implementados ou alterados.

À medida que a organização passa a definir formalmente sua missão, seus objetivos, metas e ações, as decisões e atividades começam a compor um roteiro lógico capaz de reduzir significativamente os riscos de instabilidade e ineficiência.

Com o objetivo de planejar o crescimento da empresa de forma sustentada o produto Planejamento Estratégico da GrowUp utiliza a seguinte metodologia:

  • Define e /ou revisa a personalidade (missão, visão e valores) da empresa e suas metas;
  • Identifica os desafios estratégicos;
  • Define a estratégia a ser adotada;
  • Define ações de marketing e comunicação;
  • Cria um Painel de Indicadores de Gestão – Balanced Scorecard;
  • Identifica e detalha Planos de Ação;
  • Acompanhamento da implantação das ações definidas no Planejamento Estratégico.

Para saber mais sobre a solução Planejamento Estratégico da GrowUp acesse www.gup.com.br


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  PERFIL DE SUCESSO

Werner Dietschi, 55 anos, é economista de formação, com pós-graduação em Administração Financeira, mas desenvolveu sua carreira na área de tecnologia da informação, tendo trabalhado na área bancária e em empresas de informática. 

Em 1999 fundou a Lumen IT, que tem seu foco em soluções de segurança fiscal para a área fiscal e contábil das empresas. Atualmente a Lumen está concentrada na implantação do projeto Sped em seus clientes, que consiste na Nota Fiscal Eletrônica, Escrita Fiscal Eletrônica e Escrita Contábil Eletrônica. A Lumen IT tem sede em São Paulo, mas atua em todo o Brasil, diretamente ou através de parceiros.

Filme: de 10 anos para cá o cinema brasileiro melhorou muito! Tenho assistido sempre que posso. O Ano em que meus Pais Saíram de Férias, O Cheiro do Ralo e Linha de Passe são bons exemplos dessa safra.
Livro: A Revolução dos Bichos, de George Orwell. Sempre atual.
Melhor viagem: todas! Em viagens a gente não gasta, a gente investe.
Hobby: motociclismo.
Esporte: infelizmente nenhum...
Personalidade Masculina: o que me ocorre não são os bons, mas os maus exemplos. Hugo Cháves e George W. Bush.
Personalidade Feminina: na mesma linha, a populista Cristina Kirchner.
Na Lumen não pode faltar: comprometimento com os clientes.
Uma preciosidade: uma não, duas. Minhas netas Eduarda e Ana Laura.
Uma frase: tudo o que vale a pena exige esforço. Família, amigos, carreira.
Admiração Pessoal: meu pai.
Modelo de Profissionalismo: aqueles que obtêm sucesso com trabalho lícito.
Para diminuir o stress: andar de moto.
Uma paixão: aviões.
Um sonho de consumo: viajar para a Antártida.
Um projeto: tirar brevê de piloto.
Melhor conselho: aproveite o presente. Sua vida não é ontem nem amanhã. Seja feliz com o hoje.
Mestre: a vida é um grande mestre. Alguma coisa de bom a idade tem que trazer, não é?
Para obter sucesso: ética, respeito pelos outros e trabalho.

Saiba mais sobre a Lumen IT acessando o site:
www.lumenit.com.br

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La Fioravanso: as vésperas da inauguração de sua nova sede, em Porto Alegre

A empresa foi fundada em 1998 tendo como propósito prestar assessoria em sistema de remuneração. Seu primeiro cliente foi o Grupo RBS onde desenvolveu treinamento para profissionais de Recursos Humanos.

Visando atender melhor seus clientes a LA Fioravanso Consultoria mudou sua sede para a Rua Dom Pedro II, em Porto Alegre e já deu inicio ao desenvolvimento do Banco de Dados - Pesquisa de Remuneração 2009, direcionado às médias e grandes empresas do RS. Além de ter firmado contrato com a FAURGS para o desenvolvimento de sistemas customizados para agilizar e automatizar os processos internos atendendo melhor seus clientes.

Hoje, a LA Fioravanso Consultoria conta com mais de 200 clientes em sua carteira.

Novo endereço:
Rua Dom Pedro II, nº 1.220, cj 201 - Ed. SAOEX Center
Bairro Higienópolis
CEP 90550-141 - Porto Alegre/RS
Fone: (51) 3279.6045 Fone/Fax: (51) 3279.6046
fioravanso@lafioravanso.com.br

Saiba mais em www.lafioravanso.com.br

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  GROWUP FAZENDO E ACONTECENDO

O temas Entendendo de Gente, Relações Humanas e Feedback fizeram parte do Módulo II do Programa de Desenvolvimento Gerencial  da Marasca Comércio de Cereais Ltda. O evento foi  nos dias 9 e 10/01 em Cruz Alta, cidade sede da empresa. Clarice Carneiro e Renan Chagas, sócios diretores da GrowUp coordenaram o seminário.

O comitê Estratégico da TABONE, empresa situada em Caxias do Sul reuniu-se nesta cidade no dia 13/01 para dar continuidade na elaboração do seu Planejamento Estratégico. Renan Chagas e Clarice Carneiro coordenam o trabalho.

 

 

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